Devocional Mundial da BYU-Pathway Worldwide
“Deus quer ser encontrado”
Meus amigos! Eu estava ansiosa por este momento e pela oportunidade de compartilhar os sentimentos do meu coração em relação a VOCÊS!
Sou muito grata pelo desejo que vocês têm de fazer parte da família BYU-Pathway. Pode parecer difícil às vezes, especialmente se vocês estiverem começando. Mas posso testificar que seu potencial está muito além do que podem imaginar, e vocês não fazem essa jornada sozinhos.
Lembram-se de quando o Senhor disse a Enoque: “Anda comigo”?Há alguns anos, quando nosso filho estava no nono ano, ele me mandou uma mensagem da escola e perguntou: “Mãe, o que você vai fazer na hora do almoço?”
Eu respondi: “Vou cortar o cabelo agora. Desculpe, mas você queria almoçar comigo?”
Ele escreveu: “Bom, é que eu estou sozinho e não tenho ninguém com quem almoçar”.
Respondi rapidamente: “Ah, filho, que pena, mas eu conheço o seu coração! Procure outras pessoas que possam estar sozinhas também. Sei que, em sua escola, um menino acordou hoje de manhã e fez uma oração para que ele não almoçasse sozinho”.
Em tom de brincadeira, ele retrucou: “Sim, fui eu!”
Quando nossos dois filhos mais novos, Pater e Berkeley, foram conosco em nossa missão para a Austrália, pensamos que eles terminariam o ensino médio lá. Mas, depois de seis meses, eles voltaram para Utah para que ainda desse tempo de se formarem. Havíamos jejuado e orado muito tempo sobre essa decisão e, embora fosse a escolha mais difícil, todos sentimos que era a escolha certa.
Pater se formou dentro do cronograma e saiu em missão, e Berkeley estava prestes a começar o 3º ano do ensino médio em Utah.
Antes de ela sair da Austrália, sentamos para conversar e dissemos: “Vamos sentir muita falta uma da outra!”
Então eu disse: “Vamos colocar um alarme no nosso celular para nos lembrar de nos conectar todos os dias. Vou programar o meu para 7h30 da manhã, horário da Austrália, e você marca o seu para 15h30, horário de Utah, depois que você voltar da escola”.
Eu disse a ela que, como suas tardes eram provavelmente mais movimentadas do que minhas primeiras horas da manhã, eu esperaria que ela me ligasse. Foi um bom plano!
Certa manhã, enquanto estava esperando que ela me ligasse, lembro de ter pensado: E se, quando cada um de nós saiu do lar celestial, fizemos um acordo semelhante com o Pai Celestial?
E imaginem se dissemos: “Vamos sentir muito a falta um do outro! Vamos combinar o seguinte: Vamos conversar todas as manhãs e noites através da oração para que possamos nos conectar todos os dias”. E se Deus nos disse: “Como seu planeta estará limitado pelo tempo, você vai estar mais ocupado do que eu, então vou esperar que você entre em contato comigo”.
Assim como na história da minha filha, será que estamos nos conectando com nosso Pai todos os dias?
De acordo com minha experiência, há três coisas que descobri serem verdadeiras sobre a oração:
1. "A oração exige algum esforço."
Li isso no Bible Dictionary há anos, mas o que isso significa? Será que se trata do que Enos fez, que orou o dia todo e noite adentro?Então meu coração se abranda, se abre completamente e converso com meu Pai Celestial, que me ouve como se eu fosse sua única filha.
Quando oro de todo o coração, essa é uma “oração fervorosa”.
Quando eu era menina, fui ensinada que deveria continuar de joelhos depois que minha oração terminasse e então ouvir.
Faz sentido. Imaginem se o alarme de Berkeley tocasse, ela me ligasse e compartilhasse os sentimentos de seu coração, até mesmo implorando por ajuda, e depois desligasse sem nem mesmo esperar minha resposta?
Vou contar para vocês como são minhas orações agora. Não sou só eu falando, terminando a oração e depois ouvindo. É mais como uma conversa real na qual falamos e ouvimos, um vai e volta, enquanto relato meus problemas e preocupações. Então, quando impressões ou nomes vêm à minha mente, faço uma pausa e escrevo esses pensamentos em uma folha de papel ao lado da cama ou no celular e continuo.
Quando me levanto, depois de ter orado de joelhos, e começo meu dia, a revelação continua a fluir, enquanto mantenho uma oração em meu coração que agora está aberto, sensível e quebrantado.
2. Descobri que Deus quer ser encontrado!
Em Jeremias 29:13, lemos: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”.É a prática da busca que importa para Ele.
Na primavera, temos a tradição de esconder ovos coloridos no quintal de casa para nossos filhos e netos encontrarem, e todos gostam da brincadeira!
Mas não escondemos esses ovos de Páscoa para que nossos filhos não os encontrem. Queremos que eles achem os ovos!
Imaginem se um pai diz: “Crianças, este ano escondi os ovos em lugares onde vocês nunca vão encontrá-los e, mesmo que os encontrem, nunca vão conseguir alcançá-los”.
Não, um bom pai nunca faria isso. Nosso amoroso Pai Celestial realmente deseja que O busquemos e O encontremos, mas uma coisa é certa: Ele preserva nosso arbítrio. Ele quer nos ajudar com bênçãos que Ele já está disposto a nos conceder e quer nos dar, mas temos que pedir por elas.
Ele está pedindo a você e a mim que O busquemos e O conheçamos por meio desse processo de oração. Esse é o combinado.
Creio que Ele também quer que nossas orações sejam um espelho através do qual nos vejamos como Ele nos vê, bem como uma janela para vermos outras pessoas como Seus filhos que precisam de nossa ajuda todos os dias.
3. A oração nos transforma.
O Livro de Mórmon conta a história de como Néfi e sua família foram guiados pelo Senhor para as Américas. Néfi tornou-se profeta e líder dos nefitas, referindo-se a eles como “meu povo”. A certa altura, ele disse ternamente: “Oro continuamente por eles durante o dia e meus olhos molham meu travesseiro durante a noite”.Sempre pensei que Néfi era um grande líder por se importar tanto com seu povo. Mas, da última vez que li esse relato, o que me chamou a atenção foi que seu povo também poderia se referir a sua família: sua esposa, seus filhos e filhas, seus irmãos e irmãs, e todos os seus parentes.
Eu também tenho orado pelo “meu povo” durante o dia e meus olhos molham meu travesseiro à noite.
Tenho orado por resultados específicos, por circunstâncias mais fáceis, com alguns pedidos que repito há semanas, meses e até anos.
E eu já vi milagres acontecerem.
Não que todas essas circunstâncias ou resultados tenham mudado, mas eu mudei, e meu relacionamento com meu Pai Celestial também mudou.
Sei de uma história sobre um homem cuja esposa tinha câncer. A certa altura, depois que seu câncer entrou em remissão, seus amigos perguntaram: “Você deve estar tão feliz agora! Deus está finalmente ouvindo suas orações”. O homem respondeu: “Não é por isso que eu oro. Eu oro porque não consigo evitar. Oro porque me sinto impotente. Oro porque tenho necessidade o tempo todo, dia e noite. A oração não muda nada em Deus. Mas me transforma”.
Para mim, a oração se tornou como um “botão de reiniciar”. Todas as manhãs, posso sair do meu mundo limitado pelo tempo e ver o panorama geral, tornando-me uma pessoa cheia de fé novamente. Isso me ajuda a ver o universo da perspectiva certa, especialmente quando a vida parece tão aleatória e cheia de sofrimento.
E às vezes, quando não há alívio da minha dor, a única resposta tem sido estas duas palavras: “Eu sei” — o que não é tanto uma resposta, mas a garantia de um Deus amoroso de que não estou sozinha.
Meus amigos, se vocês estão tendo dificuldades com a oração, continuem orando.
Quando parecer que o céu está em silêncio, continuem orando.
E naqueles dias em que vocês se perguntam em voz alta: “Orar por quê?”, permitam-me oferecer esta resposta: porque Jesus Cristo orou!
Quando viveu nesta Terra e voltou como um ser ressurreto, Ele orou ao Pai como se isso fizesse toda a diferença.
E fez.
Isso pode acontecer com vocês e comigo.
Vamos continuar orando, em nome de Jesus Cristo, amém.